Comece pelo que a pessoa do RH procura primeiro
Antes de fazer currículo, abra o anúncio da vaga e sublinhe o que é pedido: função, experiência, ferramentas, horário. Esse é o seu filtro. Tudo que responde ao anúncio ganha espaço, e o resto encolhe ou sai.
Quem lê costuma comparar vários candidatos e procura uma resposta simples: essa pessoa já fez algo parecido com o que a vaga precisa? Seu trabalho é deixar essa resposta fácil de encontrar.
A ordem que funciona na maioria dos casos
Se você nunca trabalhou, inverta: formação e projetos vêm antes da experiência.
- Nome e contato: telefone com DDD, e-mail e cidade com estado.
- Resumo: duas ou três frases sobre quem você é profissionalmente.
- Experiência: da mais recente para a mais antiga.
- Formação: curso, instituição e ano de conclusão, ou “cursando” com a previsão de término.
- Cursos, idiomas e habilidades: só o que tiver relação com a vaga.
Como escrever a experiência
Aqui mora a maior diferença entre um currículo fraco e um bom. Troque a lista de tarefas pelo que você realmente fez, começando com verbo e trazendo um fato concreto sempre que puder.
Fraco: “Responsável pelo caixa e pelo estoque”. Melhor: “Fechei o caixa diariamente e fiz a contagem semanal do estoque de uma loja com 3 funcionários”.
Fraco: “Experiência em atendimento”. Melhor: “Atendi cerca de 40 clientes por dia no balcão de uma farmácia de bairro”.
O número precisa ser verdadeiro. Se você não tem o dado exato, use uma estimativa honesta com “cerca de” e esteja pronto para explicar como chegou nela.
Como escrever o resumo sem soar genérico
Frases como “pessoa dinâmica, proativa e em busca de novos desafios” aparecem em muitos currículos e não dizem nada. Prefira função, tempo de experiência e o que você sabe fazer.
Exemplo: “Auxiliar de escritório com 4 anos de experiência em contas a pagar e emissão de notas fiscais. Domínio de Excel e de sistemas de gestão. Disponível para o horário comercial”.
O que deixar de fora
No Brasil, muita gente ainda preenche o currículo como se fosse uma ficha de cadastro. A empresa só precisa desses dados na contratação.
- CPF e RG: em geral não são necessários, e é mais seguro não circularem por aí.
- Endereço completo: cidade e estado bastam. Em vaga presencial, citar o bairro pode ajudar.
- Pretensão salarial: coloque só se o anúncio pedir.
- Referências e nomes de pais: dispensáveis nessa etapa.
- Foto: varia. É opcional, e muitos profissionais de RH sugerem incluir só quando a vaga pede.
O último passo
Leia em voz alta e tire o que não ajuda. Para quem tem até uns 5 anos de experiência, uma página costuma bastar. Quem tem carreira mais longa pode usar duas, desde que tudo seja relevante. Depois, gere o PDF, abra o arquivo e confira se está tudo certo antes de enviar.
Olhe também para a ordem. Se a vaga exige algo que você tem e essa informação ficou escondida no fim da página, suba essa linha. A CNH que o anúncio pede, por exemplo, não deveria aparecer só no último parágrafo.
Perguntas frequentes
Quanto tempo leva para fazer currículo?
Com as datas em mãos, uma primeira versão costuma sair em meia hora. Reserve mais um tempo para revisar com calma no dia seguinte, se puder.
Devo usar a primeira pessoa?
Nas experiências, frases com verbo no passado, como “organizei” ou “atendi”, funcionam bem. Para o emprego atual, use o presente. O importante é manter um padrão.
Preciso colocar todos os empregos que já tive?
Não. Com carreira longa, foque nos últimos anos e no que se relaciona à vaga. Se a lacuna ficar grande, esteja pronto para explicar na entrevista.
Posso fazer de graça aqui?
Sim, com limite claro: a edição é livre e você baixa 1 PDF com um pequeno crédito no rodapé. O restante, incluindo Word e PDFs ilimitados, custa US$ 3,99 uma única vez.
Preciso escrever um objetivo?
Só se ele ajudar. Uma linha com o cargo desejado, como “Objetivo: assistente de logística”, é útil quando o resto do currículo não deixa isso claro. Frases longas sobre crescer na empresa podem sair.