cvlisto

Habilidades técnicas no currículo: como listar

Publicado em

Habilidades técnicas são os programas, equipamentos, linguagens e métodos que você usa na prática. Elas entram no currículo em uma seção própria, geralmente depois da experiência e da formação, com o nome da ferramenta escrito do jeito que a vaga escreve.

Três exemplos ilustrativos

Os casos abaixo são fictícios, montados para mostrar a forma. Não são de pessoas reais.

Estudante de administração buscando estágio. Nunca trabalhou em empresa, mas monta planilhas para o centro acadêmico e fez um curso online de Excel. A seção ficou assim:

  • Excel: tabelas dinâmicas, PROCV, gráficos e fórmulas condicionais
  • Word e PowerPoint para relatórios e apresentações

Em vez de escrever "conhecimento avançado", ele descreveu, na linha do centro acadêmico, uma planilha de controle de caixa que manteve durante um semestre.

Auxiliar de estoque que quer virar operador. Trabalha com movimentação de carga e fez um curso de operação de empilhadeira. Escreveu:

  • Operação de empilhadeira (curso concluído em 2023, 20 horas)
  • Controle de estoque com leitor de código de barras

O ano e a carga horária funcionam como prova. Sem certificado, o caminho é descrever o que fez, por exemplo "operei empilhadeira na empresa X por 8 meses", sem inventar título.

Desenvolvedora júnior. Fez um bootcamp e tem dois projetos publicados. A seção ficou:

  • Linguagens: Python, JavaScript, SQL
  • Ferramentas: Git, Docker, Postman
  • Projeto pessoal: API de cadastro de clientes em Python com PostgreSQL, com o link do repositório na mesma linha

Para uma vaga de programação, código publicado costuma pesar mais que uma lista de palavras.

A regra que esses exemplos seguem

Liste só o que a vaga pede ou o que tem relação direta com ela. Um auxiliar de estoque não precisa de Photoshop, e um estagiário de RH não precisa de Python, mesmo que saiba usar os dois.

Leia o anúncio e marque as ferramentas que aparecem. Se a vaga pede "Excel avançado", use essa expressão. Se ela cita "SAP", não troque por "sistema ERP". Sistemas de triagem costumam buscar termos específicos, então o nome exato ajuda. Isso não garante que você passe na triagem, mas evita que sua competência fique de fora.

Seja honesto no nível. "Básico", "intermediário" e "avançado" informam mais que "conheço". Se você usa uma ferramenta só para tarefas simples, escreva "básico". Na entrevista, a diferença aparece.

Sempre que possível, mostre prova. Uma habilidade isolada na lista é só uma afirmação. Ela ganha peso quando aparece na experiência, com o que você fez: "controlei estoque de 300 itens em planilha, com conferência semanal". Se ainda não trabalhou, um projeto da faculdade, um trabalho de conclusão de curso ou um projeto pessoal cumprem esse papel.

Separe os idiomas. Inglês ou espanhol podem ter seção própria, com o nível, como "inglês intermediário". Não misture com as ferramentas.

Onde colocar na folha

Em um currículo comum, a ordem costuma ser: contato, resumo, experiência, formação e, por último, habilidades técnicas e cursos. Sem experiência, suba a formação e os projetos para antes da experiência, e mantenha as habilidades logo depois. O passo a passo em como fazer currículo mostra essa ordem com mais detalhe.

Em áreas como programação, design ou dados, um link para portfólio ou repositório pode valer mais que uma lista longa. Escreva o endereço completo.

Se ainda não sabe quais habilidades destacar, veja exemplos de currículo por profissão para comparar o tipo de fato que cada área costuma mostrar.

Orientação geral. Nenhum currículo garante entrevista, emprego ou aprovação em um sistema ATS: o resultado depende de cada empresa e do seu perfil.