Currículo de vendedor de loja: como escrever
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Para um currículo de vendedor de loja, escreva um cabeçalho com nome e contato, um resumo de duas ou três linhas com a função e o tempo de experiência, e depois a experiência com frases que começam com verbo e trazem algo concreto. Isso já resolve a maior parte do trabalho.
Três exemplos antes da regra
Os casos abaixo são fictícios, mas o tipo de problema é comum.
Ana trabalhou dois anos em uma loja de roupas infantis dentro de shopping. Ela tinha escrito: "Responsável pelas vendas e atendimento". Ninguém sabe o que isso significa na prática. A versão melhor ficou assim: "Atendi em média 25 clientes por dia no balcão de uma loja de roupas infantis em shopping e montei os looks da vitrine a cada troca de coleção." Agora dá para imaginar o dia dela.
Rafael fez um estágio de três meses em uma loja de celulares. A primeira versão dele era "Ajudava os clientes na loja". A versão final: "Apresentei aparelhos e acessórios a clientes na loja de celulares e fiz o cadastro de vendas no sistema, durante três meses de estágio." Ele não inventou nada. Só tirou a palavra "ajudava", que não diz o que ele fazia de fato.
Mariana trabalhava no caixa de um supermercado e queria mudar para uma loja de eletrodomésticos. Ela achava que o caixa não contava como experiência de venda. Contava, sim. Ela reescreveu: "Fechei o caixa todos os dias, conferi valores e resolvi divergências de pagamento com clientes, em um supermercado com movimento intenso aos fins de semana." Também incluiu a parte de recomendar produtos quando um cliente pedia ajuda para escolher, porque isso aconteceu de verdade.
A regra que os três casos têm em comum
Cada linha de experiência segue três passos:
- Comece com um verbo de ação. Atendi, fechei, montei, recomendei, organizei. Evite "responsável por", que descreve cargo e não trabalho.
- Diga o que você fez com o cliente ou com a loja. Quem contrata quer saber como você lida com gente e com produto.
- Coloque um fato concreto. Um número, um tipo de loja, um prazo ou uma meta. Se não souber o número exato, use "cerca de" e esteja pronto para explicar como chegou nele. Não arredonde para cima.
Se você bateu meta, diga com que frequência. Se não tem como medir, descreva o que mudou com o seu trabalho, como uma vitrine que você reorganizou ou um tipo de cliente que você passou a atender melhor.
Como montar as seções
Cabeçalho. Nome, cidade, telefone com WhatsApp e e-mail. Não precisa de endereço completo.
Resumo. Uma função, um tempo de experiência e uma ou duas habilidades. Por exemplo: "Vendedor com 3 anos de experiência em loja de eletrodomésticos, com foco em atendimento de balcão e vendas parceladas. Conhecimento de sistemas de frente de caixa." Evite "pessoa dinâmica e proativa", que não diz nada sobre você.
Experiência. Da vaga mais recente para a mais antiga. Três a cinco linhas por emprego costumam bastar para vendas de loja. Se você tem pouca experiência, o estágio, o trabalho informal e o caixa entram aqui, com a mesma regra.
Formação e cursos. Escreva o que tiver relação com vendas ou atendimento, como curso de vendas, atendimento ao cliente ou informática básica. Ensino médio completo também entra.
Foto. Depende da vaga e da região. Em loja e atendimento, algumas empresas pedem, outras não. Se o anúncio não pedir, deixar sem é aceitável. Se pedir, use uma foto simples, de rosto, sem filtro.
O que deixar de fora
Corte o que não ajuda a vaga. Hobbies sem relação, cursos que você fez há muito tempo e tarefas repetidas de um emprego para outro. Para vaga de loja, o recrutador quer ver o seu trabalho de balcão, não a sua vida toda.
Se quiser um passo a passo com ordem de preenchimento, o guia de como fazer currículo segue essa sequência. Para ver como ficam as seções em um modelo pronto, veja os exemplos de currículo por profissão.
Orientação geral. Nenhum currículo garante entrevista, emprego ou aprovação em um sistema ATS: o resultado depende de cada empresa e do seu perfil.